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Obra da ciclovia Adamantina–Lucélia é suspensa temporariamente por exigências da Rumo, esclarece Prefeitura

A Prefeitura de Adamantina informou que o início das obras da ciclovia que ligará o município a Lucélia está temporariamente suspenso em razão de exigências técnicas da concessionária ferroviária Rumo, responsável pela malha férrea que corta a cidade. A informação foi confirmada pela Secretaria Municipal de Planejamento e Desenvolvimento, após questionamento da reportagem do jornal e site Folha Regional.

De acordo com a Administração Municipal, o projeto da ciclovia é viabilizado por meio de convênio com o Fundo de Interesses Difusos (FID) e teve início ainda em fevereiro de 2024, com a inserção de toda a documentação necessária para o andamento do processo. O convênio foi oficialmente assinado em 13 de março de 2025.

Na sequência, em 22 de maio de 2025, o município solicitou a abertura do processo licitatório para contratação da empresa responsável pela execução da obra, que inclui tanto a ciclovia quanto a passarela sobre a linha férrea. O contrato com a empresa vencedora foi assinado em 18 de julho de 2025.

Segundo a Prefeitura, serviços preliminares, como movimentação de terra e preparação do terreno, chegaram a ser iniciados, com previsão de início efetivo da obra após a emissão da Ordem de Serviço, programada inicialmente para agosto de 2025.

No entanto, no início de setembro de 2025, representantes da concessionária Rumo estiveram em Adamantina para uma reunião com a Administração Municipal, em virtude da retomada das atividades ferroviárias na região. Durante o encontro, foi apontada a necessidade de uma análise mais detalhada da passarela prevista no projeto, por se tratar de uma estrutura localizada dentro da faixa de domínio ferroviário.

Conforme explicou a Secretaria de Planejamento, a Rumo orientou que o projeto da passarela fosse submetido ao departamento de engenharia da concessionária. Após a análise, foram feitas diversas exigências técnicas e normativas adicionais, como estudos e projetos complementares, que não constavam no projeto original utilizado para a licitação.

Ainda segundo a Prefeitura, os esclarecimentos e alinhamentos técnicos com a concessionária só foram concluídos em dezembro de 2025. A partir disso, o município iniciou tratativas junto ao FID para explicar a situação e solicitar a prorrogação dos prazos do convênio, já que as exigências partiram da própria concessionária ferroviária.

Paralelamente, a Administração Municipal deu início ao processo para contratação de uma empresa especializada, que ficará responsável pela elaboração de todos os projetos e documentos técnicos exigidos pela Rumo para que a passarela possa ser analisada e, posteriormente, liberada.

Como a passarela faz parte do mesmo contrato da ciclovia, a Ordem de Serviço precisou ser suspensa, assim como o início das obras no trecho de Adamantina, até que haja a autorização formal da concessionária ferroviária.

A Prefeitura destacou ainda que se trata de um projeto regional e que os cronogramas podem avançar em ritmos diferentes entre Adamantina e Lucélia, de acordo com as liberações técnicas necessárias em cada trecho. No caso de Adamantina, o principal entrave está justamente na passarela sobre a ferrovia.

Em nota, o secretário municipal de Planejamento e Desenvolvimento, Wilson Alcântara, afirmou que o município mantém o compromisso com a legalidade, a segurança da população e a correta aplicação dos recursos públicos. Segundo ele, a suspensão é temporária e necessária para garantir que a obra esteja dentro de todas as normas técnicas exigidas, especialmente diante da retomada do tráfego ferroviário na região. (Folha Regional)

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