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Dois casos de leishmaniose são confirmados em mariapolenses; população deve manter quintais limpos

Mosquito-palha costuma ser o transmissor do protozoário da leishmaniose em áreas
urbanas – Foto: James Gathany/CDC

Nesta semana, dois casos testaram positivo para leishmaniose em Mariápolis. São dois irmãos que residem na mesma casa e estão sob os tratamentos necessários.

A Secretaria de Saúde informou que está tomando as providências cabíveis e que os moradores diagnosticados com a doença estão em tratamento, sendo que o primeiro foi internado na quarta-feira, em Marília e o outro, hoje, na Santa Casa de Adamantina.

Também fomos informados que na segunda-feira, 24, será feita ampliação na busca ativa de sintomáticos, orientações quanto a poda das árvores e limpeza dos quintais e ainda, orientação para que a população não crie porcos e galinhas nos quintais.

Semana de Prevenção

Lembrando que teve início na segunda, 17 e terminou hoje, 21, a Semana de Prevenção e Controle da Leishmaniose Visceral em Mariápolis, com a realização de coleta de sangue para o inquérito canino. A equipe de zoonoses atuou nos trabalhos em prol ao combate da doença no município e continuará os trabalhos a partir do dia 24, próximo a prefeitura.

Anterior a esta semana de prevenção, desde o começo de 2020, foram coletados 229 exames, na qual 53 constatou positivo. Do total, 42 foram a eutanásia, seis passam por tratamento particular, quatro negativaram através da contraprova e um cão morreu.

A doença

A Leishmaniose Visceral é uma doença infecciosa de caráter crônico causada por um protozoário do gênero Leishmania, que acomete o homem e várias espécies de animais silvestres e domésticos.

É transmitida por insetos dípteros hematófago, comumente conhecidos como mosquito palha ou Birigui. A transmissão se dá através do mosquito ao picar o reservatório (cães, animais silvestres, gambá ou saruê e ratos) e transmitir ao homem.

Não há transmissão de pessoa a pessoa e humanos não se infectam pelo contato com animais doentes. A doença só ocorre em humanos através da picada do inseto que estiver infectado.

Nos cães a doença apresenta sinais clínicos como: lesões mucocutâneas, formação de úlceras de fundo granulomatoso e bordas salientes de difícil cicatrização, emagrecimento, perda de pelos, fraqueza, feridas, gânglios inchados, crescimento exagerado das unhas e anemia.

Quais são os sintomas da Leishmaniose Visceral?

A Leishmaniose Visceral é uma doença infecciosa sistêmica. Os principais sintomas da doença são:

– Febre de longa duração;

– Aumento do fígado e baço;

– Perda de peso;

– Fraqueza;

– Redução da força muscular;

– Anemia.

Como a Leishmaniose Visceral é transmitida?

A Leishmaniose Visceral é transmitida por meio da picada de insetos conhecidos popularmente como mosquito palha, asa-dura, tatuquiras, birigui, dentre outros. Estes insetos são pequenos e têm como características a coloração amarelada ou de cor palha e, em posição de repouso, suas asas permanecem eretas e semiabertas.

A transmissão acontece quando fêmeas infectadas picam cães ou outros animais infectados, e depois picam o homem, transmitindo o protozoário Leishmania chagasi, causador da Leishmaniose Visceral.

Dicas de como prevenir a doença:

– Repelir o mosquito é uma importante medida de prevenção, pois sem picada não há transmissão;

– Aconselha-se o uso de repelentes de mosquitos (coleiras ou aplicações em spot-on);

– Manter quintal e canis limpos e telados;

– Colocar o cão para dormir em lugares telados.

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