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Comerciantes de Mariápolis falam sobre prejuízos e expectativas durante pandemia da Covid-19

Desde o período de medidas mais restritivas, donos de estabelecimentos disseram que tiveram baixa na clientela e sofrem com a falta de apoio

Depois de um ano com a pandemia da Covid-19, diversos comerciantes desabafaram e traçaram um raio x da situação nos setores de comércio e serviços no município de Mariápolis.

O casal Cícero e Dyona, donos do Espetinho do Tio, não estão nada otimistas pois desde o começo da pandemia teve uma queda de 90% na arrecadação. “Infelizmente o que arrecadamos não supre as despesas, como a de energia entre outras”, afirmaram. “Não temos nenhum apoio governamental e nem o banco do povo temos em nossa cidade para apoiar os comerciantes. Esperamos que tudo melhore financeiramente e em questão da saúde, pois hoje nos encontramos em um sistema muito ruim”, acrescentaram.

“Que os governantes pensem mais em seus eleitores e assim, possa melhorar as condições de todos, pois vivemos uma situação de dificuldades e incertezas, sem saber o que pode acontecer amanhã devido à grande mudança constante feita pelos nossos líderes (estadual e municipal) de leis e regras, deixando todos nós perdidos sem sabermos o que fazer”, finalizaram.

Aline e Maciel proprietários do Recanto ObaOba (salão de festas e eventos) há quase oito anos, declararam que desde o começo da pandemia vem sofrendo prejuízos por ser uma atividade que envolve pessoas. Num balanço deste primeiro ano, relataram que o faturamento não supriu as despesas, principalmente por se tratar de um estabelecimento totalmente legalizado, dentro das normas exigidas pela Lei onde as despesas são maiores.

Com o estabelecimento de portas fechadas há mais de mês, sem apoio e sem previsão de abrir, a expectativa não é das melhores com o faturamento com queda de 100%. “Entendemos a gravidade da doença, porém, não sabemos até quando iremos manter de portas abertas, pagando tributos em geral, água e energia comercial, manutenção de piscina, arborização entre outros”, comentaram. “Mais triste ainda é não termos apoio neste setor e ainda quando estamos em fase que podemos locar, somos alvo de denúncias, submetendo os clientes a transtornos com a presença da polícia e vigilância sanitária”, enfatizaram.

Rafael e Daniela donos do Nardani Restaurante e Pizzaria, também foram afetados com a pandemia e tiveram uma queda de 50% no faturamento. “As nossas despesas têm sido supridas no limite. Nesse último ano passamos por momentos difíceis, de muito medo, tanto no profissional e financeiro, quanto de adoecer pelo vírus. Tivemos que nos reinventar por várias vezes, mas graças a Deus e aos nossos clientes que confiam no nosso trabalho estamos conseguindo driblar a crise”, explicaram.

Atuando nesta fase com entregas delivery, os proprietários também destacaram que não estão tendo nenhum apoio tanto do governo federal, estadual ou do município. “Esperamos em breve poder reabrir as nossas portas e ainda, que a população seja logo vacinada para que assim, possamos voltar a trabalhar normalmente”, completaram.

A comerciante Zelinda Santos está sem otimismo e fechou um de seus comércios, a Petiscaria Santos que tinha há sete anos em Mariápolis. Ela ainda mantém a sua loja de roupas e variedades, porém, permanece de portas fechadas e fazendo delivery. “O faturamento da loja caiu 80% e não estou conseguindo pagar as contas. Cheguei a fazer empréstimo para pagar contas como a energia e agora pra frente não consigo mais pagar as despesas”, lamentou.

“Está muito difícil, estou perdendo noites de sono pois não consigo dormir. Infelizmente não temos apoio dos governos estadual, federal ou municipal e nada de ajuda para nosso ramo. A humildade só vem de Deus. Estamos sem chão, sem saber o dia de amanhã”, continuou. “Sabemos da doença e que devemos nos cuidar, mais aqui em Mariápolis tem gente com vírus andando pra todo lado e isso nos preocupa pois podemos pegar. Isso nos deixa nervosos e sem saber o que fazer. Estamos sem respostas de toda essa situação”, ressaltou.

Ainda de acordo com Zelinda, é lamentável notar vários comércios com fluxo de pessoas e outros de portas fechadas. “Se é para fechar, deveria fechar tudo. Vemos supermercados, lotéricas, bancos e outros lotados com filas. Realmente não temos esperança”, finalizou.

Os comerciantes Ivone e Ronaldo, proprietários do Lari Lanches, também estão sendo prejudicados e declararam que o faturamento nesta pandemia teve uma queda de 60%. “Infelizmente estamos trabalhando no vermelho e o que faturamos apenas cobre as despesas e isso sem contar com a nossa retirada. Neste cenário fica mais difícil pois se fecharmos o comércio piora ainda mais. Não temos nenhum apoio tanto federal, estadual e municipal. Esperamos que isso tudo passe o mais rápido possível para voltarmos o que era antes”, enfatizaram.

Os comerciantes estão confiantes que o retorno seja o mais breve e tudo se normalize. “Está difícil e não podemos desanimar. Que Deus nos abençoe e livre todos dessa situação”, finalizaram Ronaldo e Ivone.

Lembrando que todos os comerciantes declararam saber do risco do vírus e têm seguido os protocolos de segurança a exemplo, uso de máscara facial, álcool em gel e outras regras para não contrair e nem disseminar a doença.

Espetinho do Tio sofre com queda de 90% na arrecadação
Restaurante e Pizzaria Nardani teve 50% de queda no faturamento
Recanto ObaOba está 100% com queda no faturamento
Lari Lanches está trabalhando no delivery e teve 60% de queda na arrecadação
Loja da Zelinda de portas fechadas e teve queda de 80% no faturamento

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One comment

  1. Kemillyn Cardoso Brandão Pereira

    É lamentável a situação que a cidade se encontra onde a prefeitura da cidade poderia ajudar e até mesmo apoiar o comércio local, mas ao invés disso parece que quer ver todos indo de mal a pior, colocando mais e mais restrições, parando de pensar no povo e apenas em seu próprio bem estar.
    A cidade por ser pequena podendo então ter um controle maior, poderia sim haver a flexibilização para todos os comerciantes, pois se ocorreu mortes tenho toda certeza que não foi por culpa do comércio, mas sim pela falta de responsabilidade de alguns estarem viajando e trazendo o vírus, da tal “barreira sanitária” que cá entre nós serviu apenas para conhecerem pessoas novas, porque a entrada de visitantes na cidade foi permitida e não foram poucas pessoas, e não podemos esquecer a imprudência da prefeitura de permitir a vinda de pessoas falecidas em outra cidade (Capital) por COVID e serem enterradas em nossa cidade correndo risco de contaminação, não só através do corpo, mas também através das pessoas que os trazem.
    O problema não é apenas o vírus, e sim da imprudência do governo do estado e da cidade!

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